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Como vim morar em Austin, Texas

24-4-2018
Oi oi minha gente! Tudo bem com vocês?

O que me trouxe aos Estados Unidos foi o meu marido, que é americano. Nos conhecemos pelo Tinder. Sim!! Sempre fui totalmente contra encontrar alguém nesses tipos de rede social mas, quando fomos visitar o meu irmão que estava fazendo um curso de junto ao exército Americano em Oklahoma, minha irmã me convenceu a instalar o aplicativo para praticar o meu inglês. Minha intenção não era encontrar ninguém pessoalmente, fiz vários contatinhos e acabou que foi uma ótima ideia. Durante o mês que estávamos lá fomos visitar uma amiga que morava em Austin e acabei dando um like do perfil do Geoff. A gente se falou bem pouquinho e ele me disse que ia a trabalho para o Brasil. Eu não acreditei no começo, mas não é que ele foi mesmo. E insistiu para que eu fosse encontrá-lo para um café ou almoço. No dia que marcamos, acordei e estava uma super chuva. Todos sabemos como São Paulo fica quando chove muito né? O que eu ia fazer. Queria cancelar. Mais uma vez minha irmã me ligou para perguntar se eu ia. Eu disse que não, “com essa chuva em pleno domingo! Preguiça!” Ela disse “você vai!!! Se não gostar nunca mais encontra com ele, vai se distrair”. No dia seguinte era meu aniversário, então pensei que de repente sair e almoçar em São Paulo já seria uma pré comemoração. Gostei tanto que estamos juntos até hoje!!! No começo foi bem complicado. Namorar à distância já é difícil, e em hemisférios diferentes então? No começo quase ninguém sabia porque a gente sabe que as vezes a gente se empolga com um relacionamento e acaba não dando certo, e aí ficam perguntando para você durante meses. Eu vinha para cá nos finais de semana prolongados e juntava uma minha licença abonada. A gente se via quatro dias por mês, e nos falamos pelo WhatsApp, FaceTime e Skype o dia inteiro. Ele foi uma vez ao Brasil para passear comigo no Rio de Janeiro, e eu que acabei vindo mais vezes por conta do trabalho dele. Em Julho enfim, tirei férias e vim ficar o mês aqui com ele. Conheci filhos, mãe, ex mulher e alguns amigos. E aí a coisa foi ficando séria. Nesta minha terceira vinda para cá, começaram os problemas na imigração. Eles não gostam muito da ideia de que alguém possa vir a se tornar um imigrante “ilegal” então pegam no pé. Por isso o Geoff decidiu marcar um advogado para entender como agir. Ele nos explicou que cada vez ia ficar mais difícil para me liberarem minha entrada, e que se a nossa intenção era ficarmos juntos, deveríamos providenciar alguns papéis. Nós dois já havíamos sido casados, sabíamos que nos amávamos e então valia a pena tentar. O mês de Julho passo voando, viajamos com as crianças, com a família e no dia que eu tinha que voltar ao Brasil ele disse que queria que eu viesse morar com ele. Que decisão difícil! Deixar para trás minha família, meus amigos, meu trabalho. Mas quando se trata do coração, tem coisas que a gente não consegue explicar não é verdade? E eu tinha certeza que aquela seria a decisão certa. Vim em Setembro de 2016, e em Dezembro ele foi comigo ao Brasil para o casamento do meu irmão e conheceu toda a família. Em Fevereiro de 2017 nos casamos. Vivemos muito bem. Temos nossas diferenças culturais, mas acima de tudo há muito amor e parceria no nosso relacionamento. Meu marido é uma pessoa super sensível, me dá suporte, sempre está disposto a me ajudar, é preocupado e cuidadoso. O Geoff é muito parecido com o brasileiro no sentido de ser alegre e carinhoso (muitas pessoas falam que os americanos frios). E é bastante sensível, até mais do que eu. Também é super jovem e divertido; tem 51 anos mas parece mais novo que eu, cheio de energia e brincalhão, malha comigo, ama uma balada e wake surf. Como sempre mudei muito de cidade, e até de país por ser filha de militar, que a cada dois anos está em um lugar diferente, me adaptei muito fácil aqui. Sou do tipo de pessoa extrovertida, que gosta de falar, de fazer amizades, de puxar assunto. Aqui em Austin a maioria das pessoas são jovens. Austin é a cidade da música, aqui acontece o South by Southwest um festival de música, filme, internet e novas tecnologias. Esse ano tive a oportunidade de conhecer e fiquei encantada. Tinha gente do mundo todo e o Brasil era a segunda maior comitiva. Aqui ainda acontece outro festival de música chamado Austin City Limits (ACL). Aqui você por onde for vai encontrar muitos mexicanos e outros latinos. O que faz de Austin uma cidade muito animada e se você gosta de comida mexicana, aqui tem o TexMex que é uma mistura maravilhosa. Além é claro do famoso Barbacue (churrasco americano). Antes de vir para os Estados Unidos, eu estava com um pouquinho de receio de como seria começar uma nova vida, fazer novos amigos e como iriam me tratar por aqui. Pelos quase dois anos aqui posso afirmar, estou amando! Meu marido fala que os Estados Unidos não é um país feito de americanos, mas sim de estrangeiros, de imigrantes. E isso é verdade! Mas também acho que muitos que vem para cá com más intenções se dão mal. Eles são super patriotas, uma qualidade que admiro muito. Eles fazem de tudo pelo seu país. Então a minha opinião sobre os americanos mudou bastante. Eles se ajudam muito, mesmo que cada um viva em seu canto. Quando alguém precisa, sempre estão ali para ajudar. São pessoas preocupadas umas com as outra. Para mim, um ponto positivo de morar em Austin é o clima quente, que é uma maravilha. Mesmo quando o inverno se aproxima ainda é calor. Esse ano foi uma grande exceção. O inverno mais longo que já aconteceu por aqui, ficamos com quase sete meses de frio. Mas o normal são dois ou três no máximo. Durante o verão as pessoas aproveitam para curtir o Lake Austin (que na verdade é um rio), muitas piscinas naturais e parque aquáticos. Se você pretende passear por aqui prepare a internet para chamar uber ou Lyft (uma outra companhia de transporte tipo Uber). O transporte aqui é péssimos, são poucos ônibus o que vai te fazer perder muito tempo esperando para chegar ao seu destino. Alugar um carro também pode ser uma ótima opção, e fique atento, as pessoas aqui dirigem mal e acidentes acontecem a toda hora. Quanto aos finais de semana, aproveitamos bastante. São inúmeras opções de restaurantes e baladinhas. A 6th Street em Downton (no centro da cidade) é a sensação. A noite eles param o trânsito por lá e você pode andar no meio da rua , há um barzinho do lado do outro. É muito divertido! Quando sinto muitas saudades da comida brasileira, temos algumas opções aqui. Infelizmente os preços das comidas brasileiras são bem carinhas por aqui. Há vários restaurantes brasileiros, como o Fogo de Chão e o Estância Churrascaria. Gosto bastante do Boteco ATX, no centro da cidade, onde encontro coxinha, feijoada…e encontramos açaí aqui também. É muito bom morar no Texas. Apesar do risco de atentados ou alguém aparecer armado como ficamos sabendo de vez em quando, eu ainda me sinto muito mais segura aqui. Você para em um sinal de trânsito a qualquer hora e sabe que não vai ser assaltada. Você pode andar na rua de bolsa, falando no celular e sabe que é mínima a chance de alguém te roubar. Eles até levam coisas de dentro do carro, mas se ninguém estiver por perto, pois eles sabem que aqui é legal o porte de armas e pode parecer engraçado, mas nenhum bandido quer correr risco. Mas mesmo assim sinto muitas saudades do Brasil, sinto falta de tudo: da minha mãe (sempre fui super apegada a ela), meus amigos, do Natal e a casa cheia. De receber pessoas para tomar café da tarde, assistir novela, jogar conversa fora… Sinto falta dessa simplicidade. Tenho vontade de voltar a morar no Brasil no futuro e meu marido até diz que poderíamos morar um período lá quando ele se aposentar. O conselho que tenho para o brasileiro que quer vir pra cá é: se vier pra casar, não venha pensando que vai viver no país das maravilhas porque casamento tem suas dificuldades em qualquer lugar do mundo e há responsabilidades. Se vier sozinho, a responsabilidade se multiplica. Se prepare para trabalhar pesado, se prepare para valores altos de aluguel. Ser residente (morar) e ser turista (visitar) são dois mundos diferentes. A vida real nos Estados Unidos não é uma Disneyworld. Aqui a maioria das coisas são boas, as regras são seguidas a risca, não existe o famoso jeitinho brasileiro. É claro que isso é bom e é o que faz eles serem diferentes. Mas minha gente, Ah! que saudades do jeitinho do nosso povo brasileiro. Me sigam no Instagram http://www.instagram.com/TaniaMadu

ESCRITO POR:
Tania Madureira

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