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Livros young adult que discutem temas importantes

27-6-2018
Tem-se aquele preconceito literário em achar que livros lançados recentemente não são parte da “alta literatura”, que jovens só lêem porcarias e que livros juvenis não abordam temas importantes. Pois estamos aqui para desmistificar isso! Separei livros jovens adultos (ou YA, como são conhecidos).


O Jogo da Verdade, por Kézia Martins:



Mais um livro nacional independente nessa lista. Ele tem a Melissa como protagonista, que é uma garota de 17 anos que por ter perdido a mãe muito cedo, acabou assumindo como suas muitas responsabilidades. Muitas delas retratam o papel feminino na sociedade: encarregou-se da casa e dos cuidados com o irmão mais novo, para ajudar o seu pai. Com uma narrativa totalmente verossímil, ele consegue “falar a língua do leitor”. Ambienta-se numa escola pública em Goiânia, conhecida por ter muitas brigas entre alunos. Fala sobre o primeiro amor, sobre depressão e suicídio (o legal é que no fim do livro tem todas as orientações para você ligar para o CVV - centro de valorização à vida, caso se identifique com alguns dos sintomas ou pensamentos dos personagens). Mostra a depressão em diversos graus de evolução, com diferentes personagens. E fala também sobre o ciúme doentio.



Simon vs A Agenda Homo Sapiens, por Becky Albertalli:



O livro discute a homossexualidade e como é difícil para o adolescente se assumir para a família. Mas também problematiza o “sair do armário”, questionando por que apenas o gay precisa dessa revelação e por que ser heterossexual é o “esperado”. Mesmo sendo esse o foco do livro, ele também discute racismo, preconceito religioso, bullying e outros tipos de preconceitos e problemas enfrentados pelos jovens. O livro tem várias passagens escritas em forma de e-mails, e tem também a parte do romance, em que o Simon tenta descobrir quem é o seu crush virtual. Também tem ambientação bastante verossímil e questiona o porquê os adolescentes sentem tanta dificuldade em contar sobre suas “primeiras vezes” aos seus pais.



Os 13 Porquês, por Jay Asher:



Apesar da série na Netflix ser muito criticada, o livro aborda o suicídio de Hannah Baker de uma forma muito mais sutil. O bullying entra mais uma vez na roda. Além disso o livro nos faz pensar sobre como a depressão é uma doença silenciosa e solitária. Ninguém percebeu o quanto Hanna se sentia abandonada e o quanto ela precisava de um apoio. Clay, ao receber as fitas, acaba tendo de suportar um fardo que não lhe pertencia, ou pertencia de certa forma, senão não teria recebido as fitas. Aqui além do bullying, depressão e suicídio temos retratados abuso e assédio sexual. E o livro passa a mensagem de não julgar o outro e ser gentil. Porque você não sabe o que se passa com ele. São treze motivos que levaram Hannah a cometer o suicídio e o Clay é um deles também,mesmo gostando dela. O legal é que o livro alterna entre as gravações e o que Clay vive no presente. As sensações são muito bem retratadas, e por isso podem haver alguns gatilhos.



Fugitivos, por Carlos Barros:



Um livro nacional e independente nessa lista de honra. Apesar do foco ser a fuga dos 5 amigos, o livro tem como pano de fundo bastante importante as relações familiares. Cada uma dessas famílias foi destruída de uma forma diferente: fatalidades, abuso de drogas, alcoolismo, criminalidade, violência. E tudo isso foi se costurando, dando motivos para os 5 amigos, todos menores de idade, inclusive, saírem andando Brasil a fora numa Kombi. O livro mostra bastante a diversidade cultural, conforme os amigos vão passando pelo Brasil. É sensacional observar o nosso país num viés diferente, e por um livro tão bem escrito. É uma história super envolvente, com final emocionante.



Claros Sinais de Loucura, por Karen Harrington:



Sarah é uma menina de 12 anos que tem uma planta como melhor amiga. Quando tinha 2 anos a mãe tentou afogá-la junto com o irmão gêmeo, que veio a falecer. Desde então, é criada pelo pai alcoólatra e não para mais em lugar nenhum: sempre que esse segredo começa a vir à tona, mudam-se de cidade. O livro mostra a solidão e desespero de Sarah, que procura em si mesma os sinais de loucura da sua mãe. Aos poucos ela vai encontrando amizades e descobrindo o que é motivo de vergonha ou não. Uma coisa legal sobre o livro é que ele faz muitas referências a O Sol é Para Todos, de Harper Lee. Sarah é uma personagem que cativa muito o leitor!


Agradeço ao Connect Blogger e ao Agito 24 Horas por essa parceria de sucesso! Estou adorando espalhar o meu amor pela Literatura por aqui!

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ESCRITO POR:
Livia Santana
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